Domingo, Dezembro 30, 2007

2007 já lá vai...

MONSTRO MAU
Acabou

Acabou... eu não aguento mais...
Eu já chorei de mais

Eu pedi, mas você não foi capaz
Será que eu pedi de mais?

Enquanto você mente p'ra mim

Eu dou o meu amor p'ra você
E você esconde de mim
Aquilo que eu mais queria ter

Acabou...acabou...
Eu sonhei de mais
Acabou...acabou...
Eu chorei de mais
Só pedi que você fosse você


Não entendeu o quê?
Te pedi que confiasse em mim
Você não fez assim

O que você fez foi mentir p'ra mim

Você teve coragem p'ra tal

Você me fez sentir muito mal
Você não é você, tu é mau...
Jogou meu amor no lixo municipal


Acabou...acabou...
Eu sonhei de m
ais
Acabou...acabou...
Eu chorei de mais (x3)

Fotografia de Scoya @ Jardim Botânico - Porto

Porque, pelo que dizem os fãs, o concerto no Plano B (ontem à noite) foi um sucesso.
Porque sou, sem dúvida, uma irmã babada.
E porque como tudo na vida, este ano (que tão bem me fez...) vai terminar não tarda.

Quero, por isso, agradecer aos que:
- me preenchem o dia-a-dia;
- nem sempre vejo, mas estão sempre comigo;
- me fazem crescer;
- me tornam completa;
- são perfeitos por simplesmente existirem;
- conheci e rapidamente me afeiçoei;
- lêem as minhas palavras e as comentam;
- gostam
- não gostam.

MIL E UM OBRIGADA(S) ...

BOAS ENTRADAS PARA TODOS!

QUE 2008 VOS DEMONSTRE MAIS UM POUCO DO QUÃO FANTÁSTICA E IMPREVISÍVEL É A VIDA.
Confesso...eu AMO-A.

Terça-feira, Dezembro 25, 2007

MONSTRO MAU
[para mais informação sobre a banda, visitar ESTE link]


Mais um dia em vão
Eu tento te esquecer
Mas meu coração
não pára de pedir você

Eu tento usar a razão,
mas meu coração está completamente surdo
Já tentei dizer que não, mas não dá não...

Eu tentei resistir, mas não pude evitar
Tu foi feito p'ra mim, eu nasci p'ra te amar
Te amar mesmo sem querer te ter em minha vida...

Eu não tive escolha, simplesmente aconteceu
Tinha que acontecer
Se não fosse você, não seria eu...

A dar o primeiro beijo
A pedir teu corpo junto ao meu
Mas depois de quebrar o gelo, quem quis mais fui eu...

Quem quis mais fui eu... Quem quis mais fui eu...

Eu tentei resistir, mas não pude evitar
Tu foi feito p'ra mim, eu nasci p'ra te amar
Te amar mesmo sem querer te ter em minha vida...

Quem quis mais fui eu... Quem quis mais fui eu...
Quem quis mais fui eu... Quem quis mais fui eu...

Fotografia de Scoya @ Home - Matosinhos
Espero que a Consoada tenha corrido bem.
Por aqui ficam uns votos de um óptimo dia de Natal, uma vez que me vou ausentar por tempo indefinido. [férias fazem bem a todos]

Até à vista ;)

Segunda-feira, Dezembro 24, 2007

NATAL

Um Feliz Natal para todos, mesmo para aqueles que o consideram ligeiramente deprimente (como eu):

Domingo, Dezembro 23, 2007

Para ti

Penso deitar-me, mas não conseguiria dormir. A minha mente ecoa memórias agora distantes, que me sufocam o peito com saudade.
Olho o relógio e sei que dormes. Imagino-te deitado. Vejo-me ao teu lado, acariciando o teu corpo, beijando os teus lábios.
Puxo para dentro a vontade que tenho de te ter comigo, em mim.
Quero saber dar tempo ao tempo, mas ele apenas me aperta contra a realidade que agora evito: gostar de gostar de ti.
Espero que o pesadelo acabe depressa, mas ninguém me acorda a tempo de o fazer parar. E os minutos não páram...
Será que ainda me queres da mesma forma? Talvez me esqueças aos poucos, a cada dia que passa... Não sei e não quero saber, porque ainda guardo a esperança de te ter na minha boca e nos meus braços, puxando-me para ti.
A intensidade do teu olhar está presa na minha mente. Gosto de a reter por alguns minutos e sentir o teu cheiro percorrer o meu corpo.
Ah, que falta me fazes...
Desculpa a minha fraqueza, mas preciso de ti...

Fotografia de Ayshynek @ Cadeia da Relação / Instituto de Fotografia

"Since you've gone I've been lost without a trace
I dream at night I can only see your face
I look around but it's you I can't replace
I feel so cold and I long for your embrace
I keep crying baby, baby, please..."


Postado também aqui.

Domingo, Dezembro 16, 2007

Outros Pontos de vista

Era noite estrelada. Daquelas que nos faz pedir desejos impossíveis, sonhando acordados.
Já estava na hora de regressar a casa, mas algo me dizia que a minha presença não seria bem-vinda.
Tentei ficar o máximo de tempo possível no escritório. Adiantei trabalho, inclusive. No entanto, o relógio parecia estar cansado.
Fiquei algumas horas na rua, fitando a porta de entrada para ganhar coragem de entrar.
Estava cansada... Muito mais que o habitual...
Ir-me-ia saber tão bem agarrar-te nos braços, apesar do nosso involuntário e recente distanciamento.
Coloquei a chave na fechadura, rodei e respirei fundo. Estava com receio, confesso...
Quando te vi, sentado no sofá e inquietamente parado, reparei na mala ao teu lado. Senti um arrepio pela coluna, pois percebi que desistiras...
Perguntei-te como correra o dia, na esperança de quebrar o gelo, mas somente soltaste um bafo de ar, espécie de suspiro entediado.
Cheguei-me a ti e não me afastaste. Tentei seduzir-te com o calor do meu toque e a expressão do meu olhar. Queria-te comigo... E sentia que em mim desejavas estar, mas nunca foste forte o suficiente para soltar as amarras que te prendiam no passado distante.
Fizemos amor e, atingido o prazer máximo, soltaste-me com uma brusquidão que te desconhecia. Abandonaste-me no ardor só dos meus lábios e deixaste-me gelada, com as lágrimas rolando pelo rosto.
Não fui atrás de ti... Sabia que voltarias... E, se não o fizesses, mais cedo ou mais tarde esta história teria de terminar...
Fotografia de Scoya @ Quinta da Regaleira - Sintra

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Sábado, Dezembro 08, 2007

Pontos de vista

Fotografia de Scoya @ Sintra - Quinta da Regaleira
Sorriste-me ao abrir a porta da entrada. Pousaste as chaves e vieste dar-me um beijo na testa.
Tinha as malas prontas para sair e uma expressão sisuda na cara.
Trouxeste duas chávenas de café acabadas de fazer, despiste o cachecol e recostaste-te de olhos fechados no sofá, perguntando-me como correra o dia.
Não respondi, apenas suspirei. Abriste os olhos negros e fulminaste-me com a escuridão do teu cansaço. Perguntaste-me o que se passava e o que viria a significar a minha postura.
Olhei para a porta, para as chaves tilintando na minha mão e depois para o teu regaço, onde tantas vezes arfara de prazer.
Aproximaste-te, encostaste os teus seios ao meu braço e tocaste-me os caracóis desfeitos. O meu corpo sentiu um arrepio e as pernas paralisaram ao comando do cérebro.
Só me queria ir embora... Deixar-te de uma vez por todas... Soltar-me das amarras do teu amor, que me deixava obsessivo.
Beijaste-me os lábios e eu, ainda inerte, correspondi. Encostei-te para trás e comecei a despir-te. O meu cérebro parou.
Enquanto os nossos corpos se uniam em perfeita simbiose, gemendo por um prazer que jamais alcançaria noutro local, recuperei a consciência. Tive um orgasmo...
Soltei-te bruscamente, puxei as calças para cima, peguei nas malas e no casaco amarfanhado e saí porta fora, fechando mais um capítulo da minha vida atrás de mim.

Ficaste imóvel, com duas ou três lágrimas jorrando pelo rosto.
Não compreendias, mas respeitavas. Afinal de contas, ensinaram-te que "amar é deixar aqueles que amamos livres".
E foi assim, a nossa louca e vívida história de amor.

Quem sabe como seria, se tivesses vindo atrás de mim...

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